“Tenho hérnia, então não posso fazer força.” Será?
Essa é uma das frases que mais limitam pessoas que poderiam estar melhor.
A palavra “hérnia” costuma gerar medo imediato.
Mas o diagnóstico por imagem, isoladamente, não define incapacidade.
Muitas pessoas convivem com alterações estruturais sem dor. Outras sentem dor intensa sem alterações significativas nos exames. Isso acontece porque dor não depende apenas de estrutura — depende de carga, tolerância e contexto.
Quando alguém evita completamente exercícios de força por medo, a tendência é perder massa muscular, estabilidade e resistência. E paradoxalmente, isso pode aumentar a sobrecarga sobre a coluna no dia a dia.
Força bem orientada não é inimiga da coluna.
Ela é uma das maiores aliadas.
O segredo está na progressão.
Movimentos adaptados, controle de carga e respeito ao estágio atual da pessoa permitem que a musculatura ao redor da coluna ofereça mais suporte.
Não é sobre ignorar o diagnóstico.
É sobre entender que movimento adequado costuma ser parte da solução.
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